SOBRE A PARTICIPAÇÃO NO V FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA
É a primeira vez que me envolvo no mundo da reportagem e confesso que gostei mais do que achei que gostaria... Apesar do amadorismo, nervosismo e falta de prática envolvidos no trabalho divulgado em (http://www.quadrinho.com)/, procuramos fazer o nosso melhor (eu e Sérgio Paiva). Conheci pessoas de Beja, de Portugal em geral, da Bélgica, da Escócia, Itália, Estados Unidos da América, Espanha, Brasil... Uns mais experientes, uns amantes incondicionais de mangá, uns amantes de pintura, de aquarelas , porém todos unidos por uma só paixão: "QUADRINHOS".
Pessoas simples como o Fernando Gonsales e sua esposa Marília nos cativam logo. Sempre abertos ao diálogo, à troca de conhecimentos, nem o cansaço de cerca de 14 horas de viagem do Brasil à Beja os tiraram o bom humor. Pessoas multi-culturais como o Richard Câmara filho de pais portugueses, nascido em Bruxelas, morador de Madrid nos inunda com experiências de várias andanças por países em pesquisas sobre os quadrinhos e suas vertentes. Jovens como o Rui Ramos, geólogo, argumentista, desenhista de quadrinhos com criatividade à flor da pele, capaz de nos levar em viagens e aventuras ao longo do universo pelos olhos do seu mais novo personagem "Voyager". As preciosas experiências e dicas de Gary Erskine para se montar um bom portifólio e entrar para o mundo dos comics americanos, sonho de muitos que desejam ter como ele tem a oportunidade de realizar trabalhos para Marvel e DC. Lorenzo Mattotti que defende o não uso exclusivo de softwares e equipamentos de computadores para dar vida ao seu imaginário, já que acredita que há riscos de se perder frente a tantas opções de texturas, cores e materiais que podem ser envolvidos no processo de criação. Os clássicos da literatura mundial ganham vida nas ilustrações de Denis Deprez que disponibiliza a sua imaginação aos leitores de Othello, Frankenstein, Moby Dick entre outros. E a leveza com que Craig Thompson desenha? É fascinante vê-lo mudar a espessura das linhas apenas com um movimento da mão e dali o desenho nasce sem parecer ter nenhuma dificuldade em ser criado.
Culturas, visões, experiências, estilos, idades, nacionalidades, trabalhos... comuns ou não me ajudaram a entender um pouco mais sobre o universo dos quadrinhos pelo qual sou apaixonada. Confesso que não tenho conhecimentos em técnicas de desenho, roteiros, design gráfico etc, mas isso não invalida o meu gosto pela 9ª arte. Aprecio como uma leiga que se diverte e se envolve nas estórias, levada pelos desenhos e expressões dos personagens.
A cumplicidade que Paulo Monteiro tem com a área dos quadrinhos é notória. Já tem um vasto curriculum nessa área e também se considera apaixonado por quadrinhos. A organização do evento feito por ele com auxílio de Susa Monteiro está muito bom e os espaços envolvidos também dão contribuições positivas. A casa de cultura possui um ótimo espaço para exposições, além de uma gibiteca bem equipada e ateliers de aprendizado. Há lá também um café que consegue tornar-se agradável e aconchegante a qualquer visitante que por ali passe, com um espaço dedicado também a exposição de quadrinhos.
Espero que consiga passar a vocês a importância que o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja já tem no mundo dos quadrinhos e que as notícias do evento que poderão ter acesso em (http://www.quadrinho.com/) sejam suficientes para os deixar com vontade de participar do próximo evento de quadrinho que acontecer.
Obrigada Paulo Monteiro (Casa de Cultura de Beja) e Amauri de Paula (Nação HQ) pela oportunidade que me proporcionaram de ter esse contato com os quadrinhos. E obrigada Sérgio Paiva pelas fotos e auxílio. E que venham os próximos!!!

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